Voltar para questões
PedagogiaPoliticas EducacionaisUNIFESSPA2025

Na contemporaneidade, o ato de educar, como mediação complexa da formação humana, tem se constituído em alvo do conservadorismo das elites empresariais e de grupos político-religiosos por intermédio de seus intelectuais e parlamentares comprometidos com o atraso em termos inquisitoriais. A pedagogia da confiança e o diálogo crítico são substituídos pelo estabelecimento de uma nova função: estimular os alunos e seus pais a se tornarem delatores. Isto porque incomoda aos setores conservadores do país que o ato de educar seja um confronto de visões de mundo, de concepções científicas e de métodos pedagógicos, desenvolver a capacidade de ler criticamente a realidade e constituírem-se sujeitos autônomos (Frigotto, 2017). Tal fundamentos em torno da tarefa docente no ato de educar como ato “neutro” configurou-se no conteúdo do projeto conhecido como Escola Sem Partido, que significava o empobrecimento da ação do ato de educar, a partir da (s) seguinte (s) premissa (s): I. O projeto denominado Escola sem Partido significa uma volta funcional e sectária aos ideólogos brasileiros conservadores e ao positivismo do início do século XX; II. Contém estratégias discursivas fascistas através de “analogias voltadas à docência, que desumanizam o professor”, tratando-o como “um monstro, um parasita, um vampiro” na forma de memes ofensivos; III. Por trás de seu conteúdo, esconde-se uma poderosa teia de relações que surpreende pelo cunho conservador, com várias articulações e redes por meios digitais que perpassam entidades da sociedade civil, instâncias religiosas e partidos políticos apesar de sua inconstitucionalidade ser defendida por juristas de renome. É correto o que se afirma em

Entre ou crie uma conta para responder e acompanhar seu progresso.