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História • Historia Brasil • Pref. Estância/SE • 2022
Em 1691, aconteceu uma revolta escrava na vila de Camamu. A rebelião teve início em um mocambo de onde, liderados por cinco mulatos, os quilombolas partiram, aliciando os demais escravos do lugar, e atacaram a vila. No assalto, furtaram armas de aço, destruíram roças, mataram alguns homens brancos, sequestraram mulheres e crianças. Depois da investida, fugiram e se estabeleceram a três léguas de distância, em um monte, formando ali nova vila, a qual chamaram de Santo Antônio, onde tinham seu Governador e os cabos, e saíram em seguida promovendo novos delitos. Informado do ocorrido por carta de Bento Ribeiro de Lemos, capitão-mor de Ilhéus, o governador-geral António Luís Gonçalves da Câmara Coutinho considerou que não cabia enviar soldados de Salvador, porque a movimentação seria pressentida pelos negros, que se meteriam pelos matos. Enviou pólvora, bala e ordens para que o capitão reunisse as tropas, recrutando os homens pardos e alguns índios das aldeias vizinhas e nomeando por cabo o homem que lhe parecesse de mais valor, e que fizesse partir a entrada. Através de outros documentos, conhecemos mais detalhes sobre a campanha: no confronto, do qual participaram escravos e escravas, morreu também, do lado do governo, um índio, e saiu ferido o capitão Gonçalo da Afonseca, com uma seta e uma bala. Do lado dos rebeldes, entre os quatro mortos estavam dois líderes, e ficaram feridos 25 indivíduos.
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