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HistóriaHistoria BrasilAMCEVALE2024

Para analisar a modernidade brasileira, o professor leu em sala de aula o fragmento textual de Lima Barreto, reproduzido a seguir. “Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa coisa em matéria de edificação da cidade. [...] Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiram como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começaram largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas. [...] Marcham assim ao acaso as edificações e, consequentemente, o arruamento. [...]. Passada essa surpresa, olha-se acolá e dá-se com uma choupana de pau a pique, coberta de zinco ou mesmo palha [...]; adiante, é uma velha casa de roça, com varanda e colunas de estilo pouco classificável, que parece vexada e querer ocultar-se diante daquela onda de edifícios disparatados e novos. Não há nos nossos subúrbios coisa alguma que nos lembre os famosos das grandes cidades europeias [...]. Além disso, os subúrbios têm as casas de cômodos [...]. Casas que mal dariam para uma pequena família são divididas, subdivididas, e os minúsculos aposentos assim obtidos, alugados à população miserável da cidade. Aí, nesses caixotins humanos, é que se encontra a fauna menos observada da nossa vida, sobre a qual a miséria paira com um rigor londrino.” Esse fragmento textual expressa marcas da história do Rio de Janeiro, demonstrando que

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