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testes-anterioresHistoriaPref. Juazeiro do Norte/CE2019

“O imperador precisava dos historiadores para legitimar-se no poder (...) A nação recém-independente precisava de um passado do qual pudesse se orgulhar e que lhe permitisse avançar com confiança para o futuro. Era preciso encontrar no passado referências luso-brasileiras:os grandes vultos, os varões preclaros, as efemérides do país, os filhos distintos do saber e brilhantes qualidades,enfim, os luso-brasileiros exemplares, cujas ações pudessem tornar-se modelos para as futuras gerações.”O texto é um fragmento da obra de José Carlos Reisintitulada Identidades do Brasil: de Varnhagen à FHC. Nela,Reis apresenta os meandros nos quais surgem os primeiros projetos de construção de uma historiografia brasileira, que teve como seu primogênito V, que toma para si a tarefa de ser um “inventor do Brasil”. O olhar que Varnhagen traz em suas obras é o do colonizador português, justificando a dominação colonial, a submissão do povo, os direitos das elites, fiel ao Imperador. Por outro lado, José Carlos Reis também apresenta aquele que seria no século XX, o grande opositor do modelo historiográfico de Varnhagen, tendo se voltado para dentro do Brasil e priorizando uma história mais econômico-social.O historiador que rompeu com a matriz historiográfica do século XIX a que José Carlos Reis se refere é:

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