Voltar para questões
testes-anterioresFisicaPref. Timon/MA2020

Título Original | Escolas do barulho: Poluição sonora nas escolas pode gerar problemas de aprendizagem e até danos à audição.Fonte | Portal Segs - 25/02/2015Autora | Cristina FreitasMilhões de estudantes do país estão de volta às aulas. A animação e a algazarra nas escolas, no entanto, escondem um sério problema: os danos à audição, que podem ter início nos primeiros anos de estudo, emmeio ao barulho excessivo dentro ou fora das salas de aula.Exemplos não faltam. O ronco do motor de ônibus e carros na rua, os gritos de gol que vêm da quadra de esporte, as conversas em voz alta no corredor, sem falar do falatório dos alunos em sala de aula. São barulhos tão corriqueiros nas escolas que não se percebe as conseqüências de tudo isso. O fato é que esse ruído em excesso pode causar diversos prejuízos à saúde, como estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva.O "barulho ensurdecedor", reclamação de muitos professores, não é somente um jeito exagerado de se referir ao incômodo. Com o passar do tempo, alunos e professores, expostos diariamente a sons altos, podem ter a audição comprometida, já que a Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE) tem efeito cumulativo."Quanto maior a frequência a ambientes barulhentos ao longo da vida, maiores as chances de danos à audição, que podem começar ainda na infância. No ambiente escolar, a gritaria da turma, somada aos ruídos que vêm da rua e do trânsito, prejudica o bem-estar de todos, comprometendo não apenas a concentração e aprendizagem, mas também os ouvidos", adverte a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas.E a barulheira das crianças frequentemente tem efeito multiplicador. Os alunos vão gritar para fazer ouvir sua voz entre outras crianças barulhentas. O professor, por sua vez, faz tamanho esforço para ser compreendido que também acaba gritando sem perceber. Ao mesmo tempo, outros alunos movem suas cadeiras para frente e para trás para apanhar um lápis no chão, ir ao banheiro ou simplesmente conversar com o colega detrás. Há medidas simples que atenuam o problema, por exemplo, colocar feltro sob mesas e cadeiras escolares e exigir a alunos e professores que falem mais baixo. Estudo realizado pela Universidade de Oldenburg, na Alemanha, confirmou que, em muitos colégios, o barulho nas salas de aula passa do tolerável.No Brasil, alguns colégios particulares já se preocupam com o tema.O limite suportável para o ouvido humano é de 65 decibéis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Acima disso, o organismo começa a sofrer danos. Para as salas de aula, a Associação Brasileira de Normas Técnicas estipula que o limite tolerado é o de 0,00000001 W.m-2 a 0,0000001 W.m-2 .

Entre ou crie uma conta para responder e acompanhar seu progresso.