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SaúdePsiquiatria ClinicaPref. Blumenar/SC2023

Uma paciente de 55 anos procurou terapia acompanhada de seu filho adulto. Ele estava preocupado com a relutância da mãe em se desfazer de itens, resultando em uma casa excessivamente cheia de objetos considerados inúteis. Sempre que ele tentava ajudá-la a organizar a casa, ela ficava nervosa e argumentativa. Ela admitiu que essa era uma dificuldade persistente em sua vida, embora nunca tenha considerado isso um problema. Nos últimos cinco anos, a situação piorou, com a casa da paciente ficando cada vez mais cheia, dificultando a locomoção dentro dela. Embora ela conseguisse manter a cozinha e o banheiro relativamente organizados, o restante da casa estava repleto de caixas e sacolas contendo papéis, revistas, roupas e vários presentes e bugigangas. A sala era o cômodo mais afetado. A situação chegou ao ponto em que seu filho não conseguia mais visitá-la devido à falta de espaço para se mover ou sentar confortavelmente. A paciente reconheceu que isso tem sido uma grande fonte de tristeza para ela. Ela mencionou que gostava de receber familiares e amigos em sua casa, especialmente durante as festas, mas não tem recebido visitas há anos por sentir que sua casa não é mais um ambiente acolhedor. Ela tentou algumas vezes limpar a casa, mas teve dificuldade em se desfazer da maioria dos itens. Quando questionada sobre por que guardava esses objetos, ela justificava dizendo: "Eu posso precisar deles no futuro". Sobre esse quadro clínico, analise as proposições: I- A paciente provavelmente é portadora de transtorno de acumulação. II- Pesquisas biológicas podem apontar que a paciente apresenta marcadores genéticos e presença de gene COMT no cromossomo 22q11.21. III- O diagnóstico de transtorno de acumulação deve ser feito se a aquisição excessiva e a incapacidade de descartar as posses forem mais bem explicadas por outra condição clínica ou psiquiátrica. É correto o que se afirma em:

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