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Saúde • Psiquiatria • UFOP • 2024
Uma estudante do terceiro ano de Medicina, 22 anos de idade, é levada pela mãe para avaliação clínica. Na consulta, a paciente se apresenta bastante emagrecida (peso: 40 kg, altura: 1,63 m) e contrariada, relatando não apresentar qualquer tipo de queixa. A mãe refere que, há aproximadamente 9 meses, a paciente, que então apresentava cerca de 55 kg, iniciou uma dieta bastante rigorosa após o namorado ter terminado o relacionamento, e por acreditar que o motivo da separação foi ela estar acima do peso. Além disso, a paciente conta que sempre foi muito perfeccionista, “a primeira aluna da classe” e algo retraída. Logo após o início da dieta, começou a frequentar a academia regularmente. Rapidamente, intensificou a restrição alimentar e atividade física, chegando a ir mais de duas vezes por dia à academia, evoluindo com rápida e evidente perda de peso. A mãe relata, ainda, que apesar disso, a paciente ainda mantém queixa de estar gorda e de que sua meta agora é chegar aos 35 kg. Conta também que ela só aceitou passar em consulta após ter apresentado um “desmaio” no dia anterior à consulta, algo que nunca havia acontecido. Nega tratamento psiquiátrico ou psicológico prévio. Já passou por atendimento nutricional no início do ano, para pedir orientações para o “regime”. O transtorno alimentar apresentado nesse caso é:
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